sexta-feira, 5 de julho de 2019

CFQ - Produção e transmissão do som


O som é produzido pela vibração de materiais sólidos, líquidos e gasosos.
Os materiais vibram quando se agitam de um lado para o outro.
Os materiais que produzem o som são fontes sonoras ou emissores.


O som transmite-se (propaga-se ou espalha-se) em todas as direções, através de materiais  sólidos, líquidos e gasosos, na forma de  ondas sonoras.
Quando um material vibra,  choca com as  partículas  que estão à sua volta e provoca a sua vibração. Estas partículas aproximam-se e afastam-se umas das outras, transmitindo por contacto (pressão) as vibrações para as outras partículas do material.
O som não se transmite no vazio (vácuo), porque não existem partículas para transmitir as vibrações. Não há som na Lua e no espaço vazio entre os planetas e as estrelas, porque não existe uma atmosfera com gases para transmitir as vibrações.


O som deteta-se através de instrumentos (por ex., microfone, sonómetro e sonar), do ouvido e de células sensoriais dos seres vivos.
Os materiais que detetam o som são recetores sonoros.
Os recetores recebem as vibrações e vibram também.


Uma onda sonora é um movimento ondulatório que se transmite através de materiais sólidos, líquidos e gasosos.
A onda sonora forma-se devido à vibração das partículas, que provocam alterações da pressão entre elas.
Pode dizer-se que é uma onda de pressão. As partículas vibram na mesma direção de propagação da onda sonora.


As características das ondas sonoras são o comprimento de onda, a frequência, o período e a amplitude.
O comprimento de onda é a distância entre dois pontos iguais da onda, que formam uma vibração completa (que estão mais próximos). Representa-se por um lambda (λ) e a unidade de medida é o metro. 
A frequência é o número de vibrações que ocorrem durante um segundo. Representa-se por um " f " e a unidade de medida é o Hertz (Hz). 

O período é o tempo correspondente a uma vibração completa. Representa-se por um " T " e a unidade de medida é o segundo.
A amplitude é a distância entre o ponto mais alto ou mais baixo da onda e o ponto intermédio. Representa-se por um " A ". A unidade de medida depende da grandeza física.
O osciloscópio é um aparelho eletrónico que serve para ver e medir as características das ondas sonoras (comprimento de onda, frequência e amplitude). Funciona com um microfone que é o recetor do som. O som é transformado num sinal elétrico, que depois se transforma num sinal luminoso visível num ecrã.


As características do som são a altura, a intensidade e o timbre.
A altura é a característica que permite distinguir se um som é agudo (alto) ou grave (baixo). Um som agudo possui ondas sonoras com uma frequência maior. Um som grave possui ondas sonoras com uma frequência menor.
A intensidade é a característica que permite distinguir se um som é forte (mais intenso) ou fraco (menos intenso). A intensidade do som depende da amplitude de vibração da fonte sonora. Um som forte possui ondas sonoras com maior amplitude e com mais energia. Um som fraco possui ondas sonoras com menor amplitude e com menos energia. 
A intensidade do som diminui (o som fica mais fraco) à medida que se transmite e à medida que nos vamos afastando da fonte sonora, porque a sua energia é absorvida pelos materiais. Um som forte pode ser ouvido a uma distância maior, porque possui mais energia.
Não se deve confundir a intensidade com a altura do som: um som forte pode ser agudo (alto) ou grave (baixo); um som agudo (alto) pode ser forte ou fraco.


........................Altura.......................|.................Intensidade
Agudo Grave                              Forte Fraco
Alto         Baixo                              Mais intenso Menos intenso
Frequência maior Frequência menor  Amplitude maior . Amplitude menor
                                             Mais energia Menos energia

O timbre é a característica que permite distinguir sons diferentes com a mesma altura e intensidade.
Por exemplo, a mesma nota musical, produzida por instrumentos diferentes, possui um timbre diferente, porque cada instrumento produz uma mistura de ondas diferente para a mesma nota musical.
Os sons que correspondem a uma mistura de ondas com frequências diferentes chamam-se sons complexos. Neste caso, existe uma frequência mínima chamada som fundamental e as outras frequências maiores são os sons harmónicos.
Os sons que correspondem a uma onda só com uma frequência chamam-se sons simples (puros). Estes sons são produzidos pelo diapasão e por cristais.


A velocidade do som varia com o tipo de material e com a temperatura.
A velocidade é maior nos sólidos e menor nos gases. Existem algumas exceções, como a borracha, em que a velocidade do som é muito pequena, apesar de ser um sólido.
A velocidade é maior quando a temperatura aumenta. Isto acontece porque as partículas ficam com mais energia, agitam-se mais e chocam mais facilmente, transmitindo assim as vibrações rapidamente.
A velocidade do som no ar a 20 ºC é de 343 m/s.


Como se calcula a distância a que se encontra uma trovoada?
A distância a que se encontra uma trovoada calcula-se determinando o tempo entre o relâmpago (faísca) e o trovão (som), e multiplicando este valor pela velocidade do som no ar (343 m/s ou 1235 km/h, a 20 ºC).

Pode-se utilizar a seguinte fórmula: d = v x t
d = distância (m)
v = velocidade (m/s)
t = tempo (s)

Ex:
Sabendo que o som de um trovão demorou 3s para se ouvir, determina a distância a que se encontra a trovoada.
d = v x t = 343 x 3 = 1029 m
Sabendo que uma trovoada se encontra a 5 km de distância e que o som do trovão demorou 1 min para se ouvir, determina a velocidade do som no ar. 
Neste caso a velocidade é de 83 m/s, pelo que a temperatura do ar será menor que 20 ºC, porque a velocidade é menor que 343 m/s.


Quando o som encontra um obstáculo pode ser refletido, absorvido ou refratado.
O som é refletido (sofre a reflexão) quando as ondas sonoras encontram um obstáculo e voltam para trás.
Se o obstáculo for plano, o som reflete-se de acordo com a lei da reflexão: o ângulo de incidência (ângulo entre a onda sonora e o obstáculo) é igual ao ângulo de reflexão (ângulo entre a onda sonora que volta para trás e o obstáculo).
Se o obstáculo for rugoso, ocorre reflexão mas não é de acordo com a lei da reflexão.
A reflexão é responsável pelo eco. O eco é um som repetido que se pode ouvir quando o som emitido demora 0,1 s ou mais tempo até chegar ao ouvido (o ouvido só consegue distinguir sons que cheguem com um intervalo de tempo igual ou superior a 0,1 s). Isto acontece quando o obstáculo está pelo menos a 17 m de distância do emissor. Quando a distância é menor não existe eco, porque o som demora menos de 0,1 s até chegar ao ouvido, o qual não consegue distinguir o som refletido do som emitido.

Por que é que o obstáculo tem de estar pelo menos a 17 m de distância do emissor?

d = v x t
d = 343 m/s x 0,1 s
d = 34,3 m
d = 34 m

Como 0,1 s é o tempo mínimo de ida e volta do som, 34 m também é a distância mínima de ida e volta. Assim, o obstáculo tem de estar pelo menos a metade da distância de ida e volta, que é 17 m.

O som é absorvido (sofre a absorção) quando a sua energia é transferida para o obstáculo.
O som é muito absorvido pelas superfícies macias.
Quando o som é muito absorvido, a reflexão e o eco diminuem.


O espectro sonoro é o conjunto de todos os sons:
Infrassons; As ondas sonoras dos infrassons possuem uma frequência inferior a 20 Hz.
Sons audíveis; As ondas sonoras dos sons audíveis possuem uma frequência entre 20 Hz e 20.000 Hz.
Ultrassons. As ondas sonoras dos ultrassons possuem uma frequência superior a 20.000 Hz.


Os infrassons são os sons que possuem uma frequência menor e um comprimento de onda maior.
Os ultrassons são os sons que possuem uma frequência maior e um comprimento de onda menor.


O ser humano só consegue detetar os sons audíveis.
Alguns animais detetam infrassons (por ex., aranhas e elefantes) e ultrassons (por ex., cães, gatos, moscas, morcegos e golfinhos).
O ser humano e muitos animais ouvem mais frequências do que aquelas que produzem:
O ser humano ouve sons com frequências entre 20 e 20.000 Hz, mas só produz sons com frequências entre 85 e 1.100 Hz;
Os cães e os gatos ouvem ultrassons, mas só produzem sons audíveis.


O nível sonoro (nível de intensidade sonora) é o valor da intensidade do som.
Mede-se com um sonómetro e a unidade de medida é o decibel (dB).
O nível sonoro mínimo de audição (limite mínimo de audibilidade ou limiar de audição) é o valor do nível sonoro abaixo do qual não se consegue ouvir o som. Este valor varia com a frequência, sendo de 0 dB para frequências entre 500 e 1.000 Hz.


Existe poluição sonora quando o som se torna incomodativo ou prejudicial para as pessoas ou animais, por ser muito intenso e por ter uma longa duração. Estes sons chamam-se ruído (noise em inglês) e podem ter um nível sonoro superior a 50 dB:
50 a 80 dB – nível sonoro incomodativo;
80 aos 100 dB – nível sonoro fatigante;
100 aos 120 dB – nível sonoro perigoso;
120 aos 160 dB - nível sonoro doloroso.
Um nível sonoro fatigante torna-se perigoso e doloroso, se ouvirmos esses sons durante mais de 8 horas.


O ouvido humano divide-se em três partes:
Ouvido externo;
Ouvido médio;
Ouvido interno.
O ouvido externo é constituído pelo pavilhão auricular (orelha) e pelo canal auditivo.
O ouvido médio é constituído pelo tímpano, martelo, bigorna e pelo estribo.
O ouvido interno é constituído pela janela oval e pela cóclea (caracol).



























domingo, 23 de junho de 2019

Português - Orações Subordinadas



As orações subordinadas distinguem-se das orações coordenadas por dependerem de uma oração subordinante, e podem ser adverbiais, substantivas ou adjectivas, conforme a função sintáctica que desempenham:

Orações adverbiais e adjectivas
desempenham a função de modificador
Orações substantivas
desempenham a função de sujeito ou de complemento


Orações subordinadas adverbiais
As orações subordinadas adverbiais classificam-se de acordo com o tipo de conjunções ou locuções conjuncionais subordinativas que as introduzem. Podem aparecer antes ou depois da oração subordinada.


Orações subordinadas adverbiais causais – indicam um motivo/causa

Conjunções/locuções: porque, como (utilizada apenas no início da frase), pois que, já que, uma vez que, visto que, …
O João está doente porque bebeu leite estragado.
Como bebeu leite estragado, o João está doente.


Orações subordinadas adverbiais temporais – acrescentam uma circunstância de tempo

Conjunções/locuções: quando, enquanto, logo que, depois de, antes de, mal, até que, assim que, …
O João ficou aflito quando viu a agulha.
Quando viu a agulha, o João ficou aflito.


Orações subordinadas adverbiais condicionais – apresentam uma condição

Conjunções/locuções: se, caso, salvo se, sem que, se não, desde que, a menos que, a não ser que, …
Não estaria doente se não tivesse bebido leite estragado.
Se não tivesse bebido leite estragado, não estaria doente.


Orações subordinadas adverbiais finais – indicam a finalidade

Conjunções/locuções: para, para que, a fim de, …
A enfermeira tirou sangue para fazer análises.
Para fazer análises, a enfermeira teve de tirar sangue.


Orações subordinadas adverbiais comparativas – estabelecem uma comparação

Conjunções/locuções: como, assim como, tão… como, tal como …
O João estava nervoso tal como esteve quando foi ao dentista.
Assim como o João, também a mãe estava preocupada.


Orações subordinadas adverbiais consecutivas – indicam uma consequência

Conjunções/locuções: que, tão… que, tanto… que, de tal modo… que, …
A enfermeira foi tão cuidadosa que o João não sentiu nada.


Orações subordinadas adverbiais concessivas – indicam uma concessão, ou seja, a acção da oração subordinante realiza-se apesar de haver uma contrariedade

Conjunções/locuções: embora, conquanto, ainda que, mesmo que, apesar de, se bem que, não obstante, …
Hoje não vai à escola, embora esteja melhor.
Apesar dele estar melhor, hoje não vai à escola.


Orações subordinadas substantivas
As orações subordinadas substantivas podem desempenhar a função sintáctica de complemento directo ou sujeito do elemento subordinante, por isso, não podem ser retiradas da frase a que pertencem.


Orações subordinadas substantivas completivas – completam com o que foi dito, prometido, perguntado, pedido, etc…

Conjunções/locuções: que, se, para, …
Ele disse que está feliz.
Ele perguntou se queria um gelado.
Ele pediu para ir ao cinema.


Orações subordinadas adjectivas
As orações subordinadas adjectivas classificam-se conforme se estão entre vírgulas ou não. Podem aparecer no meio ou depois da oração subordinada, e são introduzidas por palavras relativas (pronomes relativos, determinantes relativos e advérbios relativos).


Orações subordinadas adjectivas relativas explicativas – desempenham a função de modificador do nome apositivo

Palavras relativas: que, cujo, onde
Eu jogo andebol, que é muito interessante.
O pavilhão, que vi pela primeira vez, é muito grande.


Orações subordinadas adjectivas relativas restritivas – desempenham a função de modificador do nome restritivo

Palavras relativas: que, cujo, onde
A rapariga que está ao lado do João é minha irmã.
Eu li um livro que foi escrito por Saramago.


Subordinação - Exemplos

- O João está doente porque bebeu leite estragado.

O João está doente – oração subordinante
porque bebeu leite estragado – oração subordinada adverbial causal


- O João vai ao hospital para fazer análises.

O João vai ao hospital  – oração subordinante
para fazer análises – oração subordinada adverbial final


- O João ficou aflito quando viu a agulha.

O João ficou aflito – oração subordinante
quando viu a agulha – oração subordinada adverbial temporal


- Se não chorar, a mãe prometeu dar-lhe um chocolate.

Se não chorar – oração subordinada adverbial condicional
a mãe prometeu dar-lhe um chocolate – oração subordinante


- O João ficou calmo como se estivesse a relaxar na piscina.

O João ficou calmo – oração subordinante
como se estivesse a relaxar na piscina – oração subordinada adverbial comparativa


- Embora estivesse preocupado, não doeu nada.

Embora estivesse preocupado – oração subordinada adverbial concessiva
não doeu nada – oração subordinante


- Ficou tão aliviado que deu pulos de alegria.

Ficou tão aliviado – oração subordinante
que deu pulos de alegria – oração subordinada adverbial consecutiva


- O médico disse que não era nada de grave.

O médico disse – oração subordinante
que não era nada de grave – oração subordinada substantiva completiva


- A mãe, que lhe fez uma promessa, deu-lhe um chocolate que tinha na mala.

A mãe … deu-lhe um chocolate – oração subordinante
que lhe fez uma promessa – oração subordinada adjectiva relativa explicativa
que tinha na mala – oração subordinada adjectiva relativa restritiva



sábado, 22 de junho de 2019

Português - Reportagem

A reportagem é o texto mais tipicamente jornalístico. Com a facilidade com que os jornalistas
se movimentam nos nossos dias, a reportagem tornou-se um género cada vez mais frequente nos
jornais, revistas, rádio e televisão.
CARACTERÍSTICAS DA REPORTAGEM:
• É o texto jornalístico elaborado a partir de um facto presenciado pelo repórter que se desloca ao local.
• Integra, normalmente, falas das pessoas envolvidas.
• Tem como finalidade principal informar, dar a conhecer.
• Pode incluir passagens emotivas ou poéticas, assim como comentários pessoais do repórter.
• A linguagem é normalmente corrente, mas apresenta, com frequência, preocupações
estilísticas.
• É um texto jornalístico de autor, ou seja é assinado.
ESTRUTURA DA REPORTAGEM
Por norma, a reportagem é um texto jornalístico longo. Assim, para captar a atenção do leitor
e quebrar a monotonia textual e gráfica, apresenta frequentemente:

- Um lead – Parágrafo inicial destacado graficamente, que funciona como um resumo ou como
apresentação do assunto
- Subtítulos orientadores da leitura
. - Fotografias, legendadas ou não, que ilustram e complementam a informação.

domingo, 16 de junho de 2019

História - Revoluções e Estados Liberais Conservadores

REVOLUÇÕES E ESTADOS LIBERAIS CONSERVADORES

Independência Estados Unidos da América

Na América do Norte (na costa leste), em 1776 treze colónias inglesas tornam-se independentes.

Principais factores de descontentamento das colónias inglesas

Existia uma burguesia próspera e empreendedora que estava contra o exclusivo colonial imposto pela metrópole que impedia de comerciar com os outros países. A situação piorou quando a metrópole fixou novas taxas alfandegárias sobre o açúcar, o chá e o papel selado.

Processo que levou á criação dos E.U.A.

Em 1775, os representantes das treze colónias resolveram criar um exercito para resistir á dominação inglesa e, no ano seguinte, um novo congresso em Filadélfia decidiu proclamar a independência. A Inglaterra entrou em guerra contra os revoltosos mas estes tiveram o apoio da França, Espanha e Holanda. No qual, em 1783, o exercito de Washington impôs-se aos ingleses que se viram obrigados em reconhecer a independência das suas colónias.

Processo de consolidação da independência

Em 1787, as várias colónias aprovaram a Constituição de 1787 que instituiu os Estados Unidos da América sob a forma de uma república federal: cada Estado conservava a sua autonomia mas havia um governo central que se ocupava das questões comuns como a defesa e os negócios estrangeiros.

Aspectos inovadores desta revolução

Pela primeira vez uma colónia tornava-se independente
Foi instaurado um regime democrático baseado nos ideais iluministas
Revolução Liberal Francesa
Em 1789, ocorreu uma revolução na França que acabou com a monarquia absoluta.

Descontentamento social

Terceiro Estado

- Os camponeses viviam na miséria, pagavam bastantes impostos e ainda várias obrigações senhoriais
- Os artesãos e assalariados queixavam-se da falta de emprego, baixos salários e subida de preços
- Os burgueses, apesar de ser o grupo social mais rico e mais culto, não tinham acesso aos mais altos cargos, por isso apoiavam as ideias iluministas de liberdade e igualdade.

Crise económica e financeira
- maus anos agrícolas fez subir os preços dos cereais
- as receitas do Estado eram insuficientes para cobrir as despesas

Umas das soluções propostas foi cobrar impostos também aos grupos privilegiados (nobreza e clero), no entanto estes grupos sociais não aceitaram esta solução.

domingo, 9 de junho de 2019

História - Características do Antigo Regime

O ANTIGO REGIME

 Período Período histórico histórico que vai desde o século XVI ao século XVIII que se caracterizou: - na política, pelo Absolutismo;
- na economia, pelo Mercantilismo;
- na sociedade, pela divisão em ordens

A economia europeia 

• Nos séculos XVI e XVII assistiu-se ao nascimento de uma economia à escala mundial, marcada pelo desenvolvimento do comércio.
• Contudo, apesar da intensificação dos tráficos comerciais, a principal actividade económica do Antigo regime continuou a ser a agricultura. O mundo rural encontrava-se mergulhado numa profunda estagnação.

O peso da agricultura

1. Os sistemas de cultivo eram pouco eficazes(ainda vigorava o pousio) e as alfaias agrícolas arcaicas (muitas ainda eram de madeira).
2. As terras estavam nas mãos da nobreza e do clero, proprietários com pouca propensão para investir e modernizar as explorações.
3. A carga fiscal sobre os camponeses era elevada.
4. Os camponeses ao trabalharem em terras que não eram suas não se sentiam estimulados para fazer investimentos.

• A principal actividade económica de Portugal , no século XVII, era a agricultura. Esta apresentava baixos níveis de produtividade porque:
- utilizava técnicas e instrumentos agrícolas arcaicos;
- a maior parte das terras pertencia ao rei , ao clero ou à nobreza e não eram convenientemente exploradas.

• Os reis absolutistas empenharam-se em desenvolver a riqueza dos seus países para imporem a grandeza do Estado aos seus súbditos e aos Estados Estrangeiros.
• Com esse objectivo desenvolveram o mercantilismo - Doutrina económica proteccionista que defendia a ideia que a riqueza de um país dependia da quantidade de metal precioso que a Coroa retinha nos seus cofres. advogando que estes se atrairiam através do incremento das exportações e da restrição das importações (procura de uma balança comercial favorável).,


 



Era necessário…

• Desenvolver o fabrico nacional dos produtos mais importados;
• Alterar as taxas aduaneiras , para que os produtos importados pagassem altos impostos, elevando o seu preço no mercado, favorecendo a produção interna;
• Isenção de impostos a determinadas empresas;
• Contratação de técnicos estrangeiros especializados,
• Criação e protecção de manufacturas.

Politica Económica de Colbert (França)
- fundou e protegeu manufacturas
- concedeu ás novas manufacturas o monopólio de certos produtos e isenções de impostos
- contratou técnicos estrangeiros
- aumentou as taxas alfandegárias sobre a importação de produtos estrangeiros
- criou companhias de comércio

Alto de Navegação Inglês de 1660
Estabelecia que todas as mercadorias importadas pela Inglaterra deveriam ser transportadas por navios ingleses e que os produtos das colónias inglesas só podiam ser exportadas para Inglaterra.

Arte Barroca

Características Gerais
- movimento
- dramatismo
- exuberância


O Mercantilismo em Portugal

• Portugal estava a atravessar uma crise económica.
• Por volta de 1670, o país foi afectado por uma crise comercial.
• O açúcar brasileiro enfrentou a concorrência directa do açúcar das Antilhas , o que fez cair o seu custo e diminuir as vendas.

Face a esta crise comercial o conde da Ericeira, ministro do rei D. Pedro II promove algumas medidas mercantilistas

• Desenvolveu as manufacturas dos lanifícios , na Covilhã, no Fundão e em Portalegre, e a indústria da seda, em Lisboa;
• Concedeu subsídios a quem instalasse uma manufactura em Portugal;
• Incentivou a vinda de técnicos estrangeiros especializados;
• Publicou leis pragmáticas.

«Nenhuma pessoa se poderá vestir de pano que não seja fabricado neste reino; como também não poderá usar de voltas, de rendas, cintos, talins, e chapéus que não sejam feitos nele.» 

                                                                                     Pragmática de 25 de Janeiro de 1677

Distribuição das manufacturas em Portugal, na primeira metade do século XVII

No norte da Europa, a Inglaterra e os Países Baixos tinham uma agricultura mais desenvolvida .

• A sociedade do Antigo Regime era hierarquizada e estratificada em ordens.

O Clero
• Ocupava-se do culto, do ensino e da assistência.
• Os bispos e os abades viviam de forma faustosa com privilégios de verdadeiros senhores.
• Recebia doações, quer do rei, quer de particulares; a dízima.
• Os párocos e os monges viviam modestamente, por vezes com inúmeras dificuldades.
• Os rendimentos do clero provinham das suas terras e das rendas que cobravam.
• Os seus membros eram julgados em tribunais próprios (direito canónico) e não cumpriam serviço militar.

A nobreza
• Tinha funções militares e ocupava cargos na administração e na política.
• Possuía extensas propriedades.
• Recebia rendas e prestação de serviço dos camponeses que trabalhavam nas suas terras.

• Dividia-se em vários estratos:
 • Nobreza de espada (guerreira, rural, tradicional), que vivia nas suas terras, perdendo cada vez mais prestígios.
• Nobreza de toga (corte), que exercia os mais cargos da administração pública , dependia do rei e vivia faustosamente na corte.

Terceiro Estado 
• Não possuía quaisquer privilégios e era ele que assegurava as actividades produtivas.
• O povo era constituído por muitos estratos sociais, entre eles destacava-se a burguesia.
• A alta burguesia estava ligada ao comércio e aos negócios do ultramar.
• A média e a baixa burguesia era composta pelos comerciantes e artesãos.
• Abaixo deste estavam os camponeses e os assalariados rurais ou urbanos.
• Na base da sociedade estavam os mendigos.

• Na sociedade do Antigo Regime havia fraca mobilidade social.
• A ascensão da sociedade, embora fosse possível, era muito rara.
• Alguns elementos do terceiro estado podiam passar à nobreza comprando os títulos como recompensa pelos serviços prestados ao reino.

 “O ESTADO SOU EU” 

O poder absoluto

• O rei concentrava em si todos os poderes e funções do Estado: a política, a justiça, a administração e a economia.
• Todos os grupos sociais estavam subjugados ao poder do rei.
• A ideia do direito divino dos reis, defendia-se que, como o rei recebia o poder directamente de Deus , todos os súbditos lhe deviam respeito total e obediência.